Ministros consideram pacote anti-STF inconstitucional
Ministros do Supremo Tribunal Federalista (STF) avaliam que o pacote de medidas que restringem os poderes da Golpe e é inconstitucional e pode ser derrubado se eventualmente chegar à Golpe. Os textos avançaram na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (9).
A Percentagem de Constituição e Justiça da Câmara aprovou propostas e projetos que permitem ao Congresso sustar decisões do STF e que ampliam as hipóteses de violação de responsabilidade dos magistrados.
Os ministros afirmam, em conversas reservadas, que a Constituição exige que sugestões de reformulação das regras do Judiciário sejam apresentadas pelo próprio tribunal e enviadas ao Congresso. O vício de origem, uma vez que é chamado, impediria que mudanças nas atividades dos magistrados sejam propostas por deputados e senadores.
A leitura feita pelos ministros é a de que o progresso das propostas representa uma retaliação ao STF depois a decisão que suspendeu a realização das emendas parlamentares por falta de transparência e de rastreabilidade.
A proposta considerada mais grave pelos ministros é a que permite a suspensão de decisões dos magistrados. A percepção é de que a iniciativa esbarra em uma cláusula pétrea – a da separação dos Poderes. Portanto, em caso de judicialização, possivelmente não passaria pelo crivo da Golpe.
Tanto o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, quanto o decano, ministro Gilmar Mendes, já afirmaram publicamente que a revisão de decisões da Golpe não é conciliável com a democracia.
Em novembro do ano pretérito, Barroso disse em um evento da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, que a proposta era “incabível” e remetia à “Constituição ditatorial de 1937”, da Era Vargas.
Gilmar também já afirmou que a PEC “não faz sentido, pois quebra a teoria da ramificação dos Poderes”, e pediu “muitíssimo desvelo”. “Não passa por qualquer crivo de um padrão de estado de recta constitucional”, afirmou.
Barroso tem defendido que o Congresso Pátrio é a estádio adequada para oriente tipo de discussão, mas que gostaria que o Poder Judiciário fosse consultado para contribuir com o debate.
Auxiliares do presidente dizem que o ministro se preocupa em “mexer em time que está ganhando” – uma referência ao papel que a Golpe exerceu ao longo dos últimos anos na resguardo da democracia.
A Percentagem de Constituição e Justiça, que deu sinal virente ao progresso das propostas nesta quarta, avalia a constitucionalidade e a admissibilidade das propostas, e não o valor. Cabe ao colegiado somente dar aval ou não para o progresso dos textos na Câmara.
Depois de aprovada, as propostas precisam ser analisadas por uma percentagem específica, que ainda deve ser criada e instalada. Se passar na Câmara sem mudanças na percentagem privativo e no plenário, o texto poderá ir à promulgação.
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